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Tecnologias de Relacionamento Agenda 1 e 2

O objetivo ao escrever esta abordagem de assuntos para o curso de Marketing foi auxiliar na sequência do curso. Não pretendi esgotar com o tema relacionamento, que se diga, é tão antigo quanto à comunicação humana. Recomendo aos alunos a leitura dos autores, artigos especializados, casos internacionais e brasileiros, pesquisa bibliográfica, que se somarão as aulas, dinâmicas e outros trabalhos irão auxiliar no aprendizado.

O aprendizado será avaliado a partir das 3 notas de provas, conforme rege o Centro Universitário da Cidade, mais 1 trabalho individual com apresentação e a presença e participação nas aulas. 

AGENDA 1

1 - Abertura e quebra – gelo

2 - A importância das tecnologias no marketing

3 – Dados, filtros e a era da informação

4 – Sistemas de informação e o Sistema de informação de marketing

5 – Qualidade, dados, informação e resultado

6 – Provedores, a nova era dos computadores e da web

 

A história da evolução das tecnologias de gestão e de comunicação

Por Fernando Flessati

Em 1992, Herman Holtz já se preocupava com a banalização do jargão "Target" Marketing e pela displicência que as empresas tratavam os seus dados dos clientes.

O que ele talvez não fizesse idéia é que a maioria das empresas, hoje em dia, ainda não tem consciência do peso que representa um DBM nas atividades de marketing. Se antes havia resistência do pessoal que prestava serviços de Marketing Direto, como justificativa para a sua banalização, hoje a principal preocupação provavelmente não seria por conta da alta competitividade existente na busca por clientes, mas pela evolução da web tornando o cliente bastante próximo e acessível e ao mesmo tempo distante e refratário – paradigma que deve ser enfrentando pela sociedade pós-tecnológica.

Hoje a tecnologia ungida aos altares da gloria é imprescindível!

A era da informação

1930 – “o cliente é REI”, declaravam os lideres de vendas comerciais no pré-guerra. Os portugueses no Brasil, nas padarias e bares, difundiam que o cliente sempre tinha razão.

1945 – pós 2ª Guerra – 4 anos sem consumo refletiu na maior explosão de consumos da historia do mundo no inicio dos anos 50 – o cliente é acessado pelo correio, venda pessoal, porta a porta e mala direta.

1950 a 1960 – explosão da taxa de natalidade gerando a explosão do marketing, do varejo, "discount stores" e a queda do balcão obriga o vendedor acessar clientes através de televendas, vendas pessoais e mala direta. O telefone ganha espaço

1970 – recessão dura, o cliente torna-se mais acessado pela propaganda de massa, pelo telemarketing, no apogeu e por ofertas via mala-direta, que se transformam nos principais canais de comunicação. Como resultado, o cliente aprimora suas defesas.

1980 – a competição entre produtos e do marketing de massa atinge o clímax e a imaginação propõe produtos globais como forma de conter os custos. O canal de acesso correio perde espaço para o telemarketing que se transforma, junto com ofertas através de veículos de massa, nos principais acessos ao cliente. A rejeição do cliente cresce e sua indignação acaba lhe dando poderes jamais vistos e a maior e a mais paternal das legislações pensadas. Surgem os 0800 e o atendimento passa a ser mais racional e impessoal. Com isso o mercado passa a ter acesso à informação mais rápida e o cliente ganha à inestimável ajuda do PC, amigo ideal para auxiliá-lo gestão da informação.

1990 – Onde está o cliente perguntam as empresas? Como resposta a busca, o marketing propõe a segmentação dos mercados. A informação com web ganha em velocidade e a partir daí a TI se vê obrigada a responder com maquina e programas para atender a velocidade da informação. Telemarketing perde em credibilidade, ouvidorias ganham espaço, serviços, valor e atendimento começam a ser pensados em bases profissionais como uma forma de manter clientes. A era do individuo atinge o apogeu. Os ERPs[i] ganham presença como resposta. CRM surge como instrumento. Só alguns anos depois começaria a ser pensado como filosofia. Smartphones[ii] levam a computação para a palma da mão. Surgem Goooooooogle, Skype, MSN e os devices[iii]. Palm e seus devices perdem força para Ipods, genéricos Mp3, 4,5 etc. O conceito revolucio5nário do Iphone leva a Apple a recuperação. O conceito de interação chega à histeria. A tecnologia também. A credibilidade passa a ser obrigação.

2000 - pós 09/11 - agências de pesquisa apontam investimentos na ordem de US$ 100 bilhões, tudo para encontrar quem: o cliente. O ser humano tem acesso a uma quantidade jamais imaginada de terabytes[iv]. E os sites passam a ser lojas e a ter sofisticados sistemas de apoio e atendimento. Como resposta o cliente se blinda diante de tanta informação.

2005 – o cliente transforma endereço em IP; a empresas não declaram mais seus endereços. A boa informação se torna escassa e cara. Hoje o SAC é mais conhecido como relacionamento com o cliente. E o antigo balcão hoje se chama central de relacionamento, linguagem bonita para estar mais próxima do mercado.

Database Marketing

Fidelização e suas ferramentas - falamos aqui de fidelização e de como podemos fazer para manter Clientes. Esse assunto é muito sério. As pessoas brincam com ele. Não se pode iludir o Cliente. Não se pode prometer para o Cliente mais do que se pode cumprir. A maior ameaça que alguém pode ter é destratar o Cliente. O concorrente está atento e vai dar o bote assim que você bobear. Mas isso não basta. Mesmo que você não bobeie, ele vai esperar mais de você. E você vai conseguir estar perto do Cliente para saber o que ele quer a cada momento se trabalhar o Database Marketing: comunicação e marketing feitos a partir do que conhecemos do Cliente através de um banco de dados de Clientes que tenhamos na nossa empresa. Meio confuso por enquanto, mas vamos esclarecer.

Comunicação antes e agora No início a comunicação era de massa, a mesma arma para todos os Clientes. O símbolo maior de veículo de comunicação de massa são os canais de TV aberta.

Depois virou nicho, nem todos os Clientes são iguais. O símbolo forte são os canais de TV a cabo, cada um com sua especialidade. Ou as rádios especializadas como a CBN. Notícia para quem quer notícia o dia inteiro.

que tudo isso era muito caro e ineficaz. Então resolveram que falar diretamente com o Cliente era melhor. A idéia era: “Tenho um produto, escolho para quais Clientes quero falar e mando uma comunicação direta para eles”. Como as escolhas de Clientes sempre foram listas abertas e sem nenhuma qualificação, o retorno no início da comunicação direta era de dois a três por cento, ou menos.

De listas ruins é que vêm aquelas malas diretas que a gente não sabe bem por que recebeu (neste caso, mala não é um nome aportuguesado para mail[v], mala direta é a gíria "mala" - nem sei se tem no Aurélio, mas se tivesse, seria assim: “aquele que aparece sem ser chamado, aquele que é inconveniente, aquele quevontade de jogar fora rapidinho”). Por exemplo, eu até hoje recebo uma mala-direta de um pagodão que tem toda semana e nem faço idéia de como o meu nome foi indicado para o pessoal. Pior: como não tem remetente, fico sem saber como pedir para parar de receber. Minha mulher, sempre que me abrindo aquele material fica com aquela cara de dúvida: fui ou não? A mais nova comunicação é mais bem focada e mais refinada.

A comunicação de relacionamento é conhecer o Cliente e criar produtos específicos para ele. Ou maneiras diferentes de oferecer esse produto ao Cliente. Uma loja de perfumes brasileira permite que o Cliente escolha entre as essências disponíveis, quais as que ele quer misturar para criar um perfume exclusivo para ele. A marca? A mesma que a Levi's usa quando faz uma calça sob medida para você nos Estados Unidos: o seu nome.

Banco de dados de Clientes -
O banco de dados de Clientes é a ferramenta básica para qualquer empresa que queira fazer database marketing, seja ele direto ou de relacionamento. Novidade? Não! Seu vendedor tem um banco de dados. Ou vai me dizer que os seus bons vendedores não têm o seu famoso caderninho que guarda as informações mais preciosas que alguém poderia ter sobre cada Cliente que ele cativou? Em database marketing o difícil é construir o banco de dados de Clientes. Escolher o programa que você vai usar escolher o equipamento, escolher o consultor que vai ajudá-lo a implementar a estrutura. Tudo parece difícil. E não é tanto. Mas precisa de um passo a passo muito estruturado para que você possa aproveitar cada tostão gasto, ops... investimento.

Questão de retorno de investimento - Se você tem dinheiro de sobra para gastar em comunicação, esqueça database marketing. Mas se ainda está naquela fase que não tem nenhum dinheiro para investir, mas quer fazer alguma ação de comunicação comece a transformar seu bando de dados, aquelas informações que estão espalhadas pela sua empresa afora, num banco de dados.
Como? O que você tem que saber antes de ligar na tomada - Os 5 princípios para se construir um banco de dados de Clientes são:

Planejamento - Antecipar as principais necessidades de informações que ele deve conter é chave. Não fique apenas com as informações de proteção de crédito. Seu Cliente significa mais que isso. Pense em tudo o que ele pode trazer de oportunidades para o seu negócio. Quando ele vai querer comprar o seu próximo produto/serviço?

Atualização constante - Além de planejar cuidadosamente os componentes de um banco de dados de Clientes, você deve mantê-lo aberto para permitir mudanças futuras. É impossível não ter que mudar o seu pensamento! Afinal, o Cliente muda!

Comece - Não postergue a implantação de um Banco de dados de Clientes por querer chegar à estrutura final da primeira vez. Implante tente e você vai estar à frente do seu concorrente. Rimou sem querer, mas é isso! Lembre-se de fazer as alterações necessárias e ajustar o seu banco de dados no decorrer do processo

Você não é o pai, é o padrinho - Envolva o maior número possível de pessoas no projeto, principalmente a equipe de vendas. É deles que virá a maioria das informações. Eles serão o fator chave do sucesso do banco de dados. Se eles não quiserem, nada vai acontecer.

Banco de dados de Clientesretorno - Meça tudo desde o início, principalmente o antes, aos poucos o lucro vai crescendo e você vai valorizar o investimento. Nadamais retorno que investir no relacionamento e em conhecer o Cliente.

Ligando a tomada - Para que o bando de dados vire um banco de dadosque se responder às seguintes perguntas (a minha resposta está abaixo de cada uma delas) escolha a sua:

Quem será responsável pelo Banco de dados de Clientes?
O dono da empresa.

Será montado na empresa ou por uma empresa externa?
Comece fazendo internamente, evolua fazendo externamente.

Quem coordena?
A pessoa responsável por vendas.

Quem será incluído no Banco de dados de Clientes?
Fãs, clientes freqüentes, compradores esporádicos, ex-Clientes, Outras categorias (formadores de opinião), Clientes potenciais.

Que informações serão implantadas no banco de dados?
As registradas através das transações (produtos comprados, forma de pagamento) mais as que forem detectadas através do relacionamento com o Cliente (como o Cliente gosta de ser atendido).

Quem será beneficiado na empresa pelo Banco de dados de Clientes?
Pessoal de vendas, compras, área financeira, enfim, todos.

O que se poderá fazer a partir dele?
Relacionamento, definição de novos produtos/serviços, definição de linha de produtos/serviços, abertura de novas lojas e, principalmente melhoria de qualidade interna na empresa (basta registrar tudo o que o Cliente fala da nossa empresa todo dia e trabalhar nas coisas que precisam melhorar).

E os custos envolvidos em Banco de dados de Clientes?
Os principais são os custos de dados - tudo que está envolvido na coleta de dados e custo de processamento.

Mas o maior custo mesmo é demorar em implementar.



[i] ERP (Enterprise Resource Planning) ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, no Brasil) são sistemas de informação que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema (Laudon[1], Padoveze[2]). A integração pode ser vista sob a perspectiva funcional (sistemas de: finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras, etc) e sob a perspectiva sistêmica (sistema de processamento de transações, sistemas de informações gerenciais, sistemas de apoio a decisão, etc).

Os ERPs em termos gerais são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automação e armazenamento de todas as informações de negócios.

 

[ii] Smartphone é um telefone celular com funcionalidades avançadas que podem ser estendidas por meio de programas executados no seu Sistema Operacional. Os Sistemas Operacionais dos Smartphones são "abertos" (não confundir com código-fonte aberto), o que significa que é possível que qualquer pessoa desenvolva programas que podem funcionar nesses telefones. Numa tradução livre, do inglês "smartphone" - "telefone inteligente". Usualmente um smartphone possui características mínimas de hardware e software, sendo as principais: capacidade de conexão com redes de dados para acesso à internet, capacidade de sincronização dos dados do organizador com um computador pessoal e agenda de contatos que utiliza toda a memória disponível no celular (não é limitada a um número fixo de contatos).[1][2]

[iii] Dispositivo, arquivo de dispositivo, file, driver, enfim qualquer instrumento que auxilie o ser humano na navegação, computação e na gestão.

[iv] Terabyte

Terabyte equivale a 1024 GB (1TB). ... O tebibyte é o correspondente binário do terabyte, representando a quantidade de 1.099.511.627.776 ...

 

[v] Mail, mailing

Correio, correspondência, lista de nomes, mailing list, agenda de clientes, etc

 

 

 

 

 

HOME WORK – LEITURA DO CASO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AGENDA 2

Analise do caso CMW

Leitura, resposta e dinâmica

Avaliação

 

 

Quem São os Clientes de Alto Valor?
Por Kevin Zimmerman, Editor Sênior do 1to1Media

 

Cada executivo tem uma visão do que é um “cliente de alto valor”. Se questionados, um irá visualizar aquele cliente que mais gasta no momento, outro pensará naquele que tem o maior potencial em longo-prazo com uma crescente participação nos negócios, um terceiro dirá que é o cliente que tem maior prestígio e um quarto executivo ainda idealizará a imagem daquele cliente que, além de ser bastante compromissado com a empresa e investir boa parte de seu orçamento, ele também a recomenda – seja para os amigos íntimos ou para os visitantes das comunidades online que ele freqüenta.

“Para a maioria das empresas, 80% dos negócios são originados através de 20% dos seus clientes”, afirma Martha Rogers Ph.D., co-fundadora do Peppers & Rogers Group. “Se as empresas não atribuírem pesos diferentes aos seus clientes, talvez elas também não consigam vender os seus estoques”. Martha aponta que existem diversos fatores para determinar o valor de um cliente e isso inclui mudanças no estilo de vida, indicadores comportamentais ou mesmo as atitudes do cliente. “Obviamente, conhecê-lo de forma 1to1 (one-to-one) é crítico para determinar a existência e o impacto desses fatores”, conclui ela.

Javeed Ismail, gerente do Carlson Marketing Worldwide (CMW), diz que esses princípios podem ser facilmente aplicados nas companhias aéreas. A CMW trabalhou com uma das principais companhias para desenvolver um modelo que estimasse o valor futuro dos membros do seu programa “Frequent-Flyer”, ou “Passageiro Freqüente”, em português. O projeto incluía o mapeamento de um ciclo de vida padrão e o desenvolvimento de um modelo de receita, utilizando-se do histórico e de um cruzamento de dados para determinar o valor futuro do cliente relativo a um período de 5 anos.

Pela lógica, um passageiro que voa pouco em determinada companhia aérea não está muito propenso a se compromissar com a marca. Por outro lado, aquele que se propõe a participar de um programa como o “Frequent-Flyer” representa um grande pontencial para a empresa. “Embora no início do programa esses clientes sejam reconhecidos meramente com base na receita, por volta do terceiro mês já se capturaram informações suficientes para iniciar uma segmentação, que pode ser baseada na classe turística que utilizam, se viajam mais em vôos domésticos ou internacionais, se utilizam outros serviços, não aéreos, com os parceiros da companhia aérea. Por exemplo, uma locadora de automóveis, rede de hotéis, entre outros”, diz Ismael.

“Olhar para o valor financeiro certamente é de grande valia, porém as empresas precisam considerar que cada medida de valor tem a sua influência”, afirma Mary Beth Kemp, principal analista da Forrester Research. “As empresas que já possuem um relacionamento direto com seus clientes através do marketing ou de vendas estão um passo adiante”.

Para as empresas que não estão envolvidas diretamente com o cliente, isso se torna um pouco mais complexo. Contudo, hoje em dia, vemos muitas companhias investindo boa parte do seu tempo em fóruns ou tentando identificar blogueiros, a fim de interagir com eles. A Forrester recomenda a estas empresas que tentem conhecer mais os seus clientes, identificando conversas online em que os clientes participam, assim como o que dizem sobre uma específica marca. De acordo com a Forrester, uma vez que a empresa descobre onde os clientes potenciais estão mais ativos, ela deve direcionar sua equipe para investir tempo na identificação de um blog popular, de um membro do fórum ou de líder destes grupos e construir uma rede de relacionamento da própria marca para, por fim, conseguir juntar os clientes um por um classificá-los mais facilmente.

O outro lado da moeda é quando aquele um cliente gasta uma quantidade considerável de dinheiro com a empresa, porém vemos que o seu valor diminui devido à repetitiva compra de produtos, chamadas ao serviço de atendimento e assim por diante. Boyd Beasley, diretor-chefe do suporte ao cliente de uma grande rede varejista, diz que ele não é contra informar tais clientes o quanto eles custam para a empresa e a encorajá-los a fazer negócios em outros lugares. Um exemplo é um incidente famoso que ocorreu no ano passado, quando a Nextel literalmente “demitiu” aproximadamente mil clientes. Há armadilhas em uma política como essa, mas toda empresa deve avaliar que tipo de cliente deseja conquistar e manter.

 

Perguntas sobre o tema:

 

1.    O que podem ser considerado informação num SIM?

2.    O que dados para a escolha cliente com maior valor?

3.    Quais são as informações relevantes para o estabelecimento do valor na aviação

4.    E na telefonia?

5.    Descreva ou mapeie os processos e fluxos que determinam um DBM?

 

 

 

 

 
 
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