LOGÍSTICA - OP LOG
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARKETING & RELACIONAMENTO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2010 2 B2B - MARKETING INDUSTRIAL
 
 
 
 
2010 2 CANAIS DE MARKETING E VENDAS
 
 
2010 2 CURSO REDES SOCIAIS
 
2010 2 INTRODUÇÃO AO MARKETING
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2010 2A GESTÃO DE EVENTOS
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO DE CRISE
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DE MERCADO
 
 
 
ASSESSORIA DE IMPRENSA
 
 
 
 
 
BOXNET
 
CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO E VENDAS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
 
 
 
 
 
 
 
 
COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTRATÉGIAS DE DIVULGAÇÃO
 
 
 
 
ÉTICA NO JORNALISMO
 
 
 
 
 
 
 
 
GESTÃO NEGOCIOS COMUNICAÇÃO
 
 
I C - INTELIGÊNCIA COMPETITIVA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
II SEMINARIO REDES SOCIAIS RS
MARCAS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARKETING DE VAREJO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARKETING DIGITAL
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MKT ADMINISTRAÇÃO
 
 
 
 
 
 
MKT INTERNACIONAL
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PESQUISA DE MARKETING
 
 
 
PLANEJAMENTO DE MARKETING
 
 
 
 
PROPAGANDA & MIDIA
 
 
 
 
 
TECNOLOGIAS & RELACIONAMENTO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SALA DE ESTUDO - ADMINISTRAÇÃO DE CRISE
 
Case: Dirigir uma empresa é como dirigir um país

Exame 20.03.2008

Justin Sullivan/Getty Images

A candidata à Presidência dos EUA Hillary Clinton: as lágrimas são verdadeiras?

 

Por Jack Welch com Suzy Welch

EXAME 1 - Quais as características mais importantes que devem ser avaliadas na hora de escolher o presidente de uma empresa ou o líder de um país?
(Simplicio D. Victoria, Los Angeles)

Se a sua pergunta parasse pelo meio, seria mais fácil respondê-la. Liderança empresarial é um tema que debatemos nesta coluna há dois anos, mas liderança presidencial é outra coisa bem diferente.

Ou será que não?

Quando seu e-mail chegou, a primeira coisa que nos veio à mente foi que presidentes de empresa e chefes de Estado transitam por mundos onde os riscos, as regras e os valores são muito diferentes. No entanto, depois de refletir um pouco mais sobre as seis características fundamentais de um líder, mudamos de idéia.

Não queremos de forma alguma dar a impressão de que dispomos de algum insight especial sobre liderança política, mas o fato é que estamos convencidos de que há mais pontos em comum do que diferenças entre dirigir uma empresa e dirigir um país.

Pense, por exemplo, na autenticidade. Essa é uma qualidade crucial tanto para o líder de um país quanto para o líder de uma empresa. A razão é uma só: um líder autêntico transmite confiança. Quando um presidente ou primeiro-ministro se empenha para levar adiante um grande projeto ou tem de conduzir o país em meio a uma grave crise, a nação não pode de forma alguma se perder em debates acerca da sinceridade de seu líder. Quando Hillary Clinton ficou com os olhos marejados antes das primárias de New Hampshire, eleitores e especialistas de todo o país discutiram durante dias se suas lágrimas teriam sido verdadeiras ou não. Sem dúvida, o grau de sinceridade de todos os candidatos será avaliado antes das eleições de 4 de novembro. No entanto, depois que o candidato for eleito (qualquer que seja ele), essa é uma discussão que deve deixar de existir. As pessoas podem discordar dos méritos de quem ocupa um cargo como esse, mas nunca de seus motivos.

Ser uma pessoa de "visão", como se diz por aí, é a segunda característica universal da liderança. Os líderes de empresa podem ter de improvisar o rumo da organização em mercados em rápida transformação. No fim das contas, porém, é imprescindível que a missão da companhia seja concebida com clareza e sirva de inspiração a seu progresso real -- e o mesmo vale para o líder político. Além disso, assim como nos negócios, ter uma visão do destino de um país não significa dizer: "Olhem, este é o rumo que estamos seguindo". Significa defender uma idéia até perder a voz se for preciso, de modo a "inspirar" as pessoas que estão à sua volta: "O rumo que estamos seguindo vai melhorar nossa vida, a vida de todos neste país e a sua vida em particular".

A capacidade inata de contratar gente de talento é a terceira característica fundamental de executivos e líderes po líticos. Na verdade, não só de contratar mas também de saber utilizar os profissionais recrutados -- desafiando-os a propor novas idéias. Essa é uma habilidade evidente nos negócios, onde o líder recorre a seus subordinados diretos para tirar do caminho os incompetentes e os renitentes. Já os líderes políticos têm à sua frente um cenário mais complicado. Eles nomeiam subordinados diretos que herdam equipes que podem, ou não, dar respaldo à pauta da administração. Portanto, políticos precisam ter uma competência maior na hora de contratar. É preciso que saibam selecionar subordinados que tenham a capacidade de motivar e de envolver as equipes relutantes. Além disso, o líder político precisa de coragem e de disciplina para demitir subordinados que não atendam a essas características (se isso for possível, é claro).

Em quarto lugar, é preciso ter resiliência, isto é, capacidade de voltar à luta depois da derrota -- sem se sentir derrotado. A conceituada historiadora Doris Kearns Goodwin disse que os melhores presidentes dos Estados Unidos souberam aprender com seus erros. Todas as vezes que você cair e se erguer novamente será uma nova pessoa -- uma pessoa mais sábia.

Em quinto lugar, todo executivo eficaz tem a habilidade incomum de enxergar o que o aguarda ao dobrar a esquina. Ele é capaz de prever mudanças no mercado com precisão. Essa habilidade talvez seja ainda mais importante no caso do líder político, por causa do mundo em que vivemos. Não estamos pensando apenas em segurança nacional. Muitos problemas internos se transformam em crises depois de uma longa gestação.

Por fim, tal como qualquer presidente de empresa eficiente, o líder político deve ser capaz de executar -- fazer as coisas sair do papel e realmente acontecer. Não importa muito se elas acontecem em decorrência das ações diretas desses líderes ou de terceiros. O que importa é que as promessas não sejam abandonadas e que os planos sejam postos em prática, tanto faz se a questão é a aprovação de uma lei ou a gestão de uma crise.

Quando os eleitores vão às urnas, nota-se que vários deles votam de acordo com as teses do partido. Muitas vezes, porém, a personalidade e o estilo -- o tal fator simpatia -- acabam pesando. A capacidade de liderança também.

A candidata à Presidência dos EUA Hillary Clinton: as lágrimas são verdadeiras?

 

 
 
TFS Comunicação – Tel (021) 9704-8109 – e-mail TFS@tfscomunicacao.com.br
Copyright © 2005 - Todos os direitos reservados - Empresa filiada a ABERJE