O atentado ocorrido nesta segunda-feira (16/04), nos Estados Unidos, mostra como situações de emergência podem pegar até mesmo universidades, com milhares de alunos, desprevenidas para comunicar e agir rapidamente diante de fatos trágicos e anormais dentro do campus. Ainda não se tem a história completa do que aconteceu, mas as primeiras informações dão conta de uma série de erros, omissões e falta de comunicação, que numa situação de crise deveriam estar previstas para evitar pelo menos a extensão da tragédia.
A forma como se deu o atentado não é nova. Vários ataques semelhantes já ocorreram em condições parecidas, mas parece que as escolas americanas ainda não aprenderam como evitá-los. Isto prova que nem o país mais policiado do mundo, atualmente, com a síndrome dos permanentes ataques terroristas, está preparado para tragédias cometidas por uma única pessoa, sem nenhuma célula terrorista por trás. Os Estados Unidos, que são tão rápidos e eficientes em mandar os estrangeiros tirar os sapatos, abrir as bagagens e colocar líquidos fora nos aeroportos, com medo de ataques terroristas, são lentos e atrapalhados quando se trata de proteger suas próprias crianças e estudantes. O caso será amplamente debatido, certamente nos próximos dias. Dele deve-se tirar lições de crise que, por mais que se estude, acabam nos surpreendendo. Na era da internet e da comunicação on-line, o e-mail não foi capaz de proteger e dar o alerta a um campus universitário que vive estudando e sugerindo como resolver os problemas do mundo.


