Benvindos ao Curso de Marketing - Disciplina de Comunicação Empresarial
Professor Fernando Flessati
fernando.flessati@maxpressnet.com.br
Orkut FernandoFlessati Tfs
www.tfscomunicacao.com.br e www.maxpress.com.br
BIBLIOGRAFIA
Bibliografia Básica
Pinheiro, Duda e Gullo, José; Comunicação Integrada de Marketing; Atlas; 1ª Ed. São Paulo
Ogden, James e Crescitelli; Comunicação Integrada de Marketing; Pearson, 2ª Ed. São Paulo
NASSAR, Paulo Tudo é comunicação S Paulo. Lazulli 2004
NEVES, Roberto de C. Comunicação empresarial integrada. Rio de Janeiro: Mauad, 2000.
NEVES, Roberto de C. Imagem empresarial. Rio de Janeiro: Mauad, 1999.
BAHIA, Juarez. Comunicação empresarial. Rio de Janeiro: Mauad, 1995.
COHEN, Roger. Comunicação empresarial. São Paulo : Best Seller, 1995.
TORQUATO, Gaudêncio Tratado de Comunicação Organizacional e Política S Paulo Thomson 2002
Bibliografia Complementar
CORRÊA, Tupã. Comunicação para o mercado. São Paulo : Edicom, 1997.
REGO, F. Gaudêncio Torquato. Comunicação empresarial: comunicação institucional. São Paulo: Summus, 1995.
FONSECA, Roberto V. Relações públicas: a opção pelo cidadão. São Paulo: Mauad, 2002.
Varios Autores; Comunicação Empresarial – Estrategia de Organizações Vencedoras – Aberje – São Paulo
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1 - Comunicação Empresarial: Políticas e Estratégias
1.1 Comunicação Empresarial: conceitos básicos
1.2 O novo paradigma da comunicação empresarial
1.3 Comunicação Empresarial e gestão
1.4 Comunicação Empresarial e Recursos Humanos
1.5 Comunicação Empresarial e qualidade
2 - Assessoria de Comunicação
2.1 Conceito de Assessoria de Comunicação Integrada/Planejamento Integrado (publicidade e propaganda; relações públicas e jornalismo)
2.2 A realidade organizacional: diagnóstico institucional, imagem institucional (pesquisa, briefing, auditorias)
2.3 Políticas de Comunicação (Institucionais Básicas): processos e gestão da comunicação
2.4 As relações com os diversos públicos: internos e externos
2.5 Definição e formação de veículos de divulgação empresarial: tecnologias e recursos de comunicação
3 - Comunicação e Cultura Empresarial
3.1 Comunicação empresarial e a Cultura Corporativa
4 - Comunicação e Gestão Empresarial
4.1 O papel da comunicação nas modernas teorias de Administração
4.2 Comunicação e imagem empresarial
4.3 Comunicação Empresarial como produto da cultura empresarial
4.4 Planejamento estratégico em Comunicação
4.5 Comunicação: ética empresarial e responsabilidade social
5 – Mídia e Comunicação Empresarial
5.1 O relacionamento entre a mídia e as empresas, entidades e associações
5.2 Estratégias para relacionamento com a mídia
5.3 Mídia e imagem empresarial
5.4 Assessoria de Comunicação e Imprensa no processo de segmentação da mídia
5.5 Assessoria de Comunicação e inteligência empresarial
5.6 Casos contemporâneos de Comunicação Empresarial no Brasil
METODOLOGIA E RECURSOS DIDÁTICOS
O desenvolvimento do Curso se baseará em exposições sobre os conceitos, em discussões sobre textos atuais da imprensa especializada e em trabalhos práticos: Estudos de Casos e Exercícios de Verificação de Aprendizagem.
Por se tratar de um método de ensino essencialmente dinâmico, o aluno só conseguirá acompanhar o desenvolvimento dos temas se comparecer e participar contributivamente dos módulos (cada “módulo” corresponde a 4 tempos de aula), realizar os trabalhos previamente atribuídos e ler o material didático de apoio.
Metodologia: Exposição Oral; Discussão em grupo; Estudos de Caso e Dinâmica de Grupo
Recursos: Quadro negro; Canhão / Data Show; Retroprojetor; TV e Vídeo Cassete; Casos verídicos retirados de periódicos
PROCESSO DE AVALIAÇÃO
Será feita através da aplicação de provas (A1, A2 e A3) e trabalhos. Os alunos que obtiverem média suficiente (maior ou igual a 6,0 pontos) estarão aprovados.
Presença: Será cobrado através de lista de chamada, sendo admitido um máximo de 25% de faltas..
sessão 1
definições e conceitos
Fonte www.wikipedia.org
Comunicação é um campo de conhecimento acadêmico que estuda os processos de comunicação humana.
Entre as subdisciplinas da comunicação, incluem-se a teoria da informação, comunicação intrapessoal, comunicação interpessoal, marketing, propaganda, relações públicas, análise do discurso, telecomunicações e Jornalismo.
Também se entende a comunicação como o intercâmbio de informação entre sujeitos ou objetos. Deste ponto de vista, a comunicação inclui temas técnicos (por exemplo, a telecomunicação), biológicos (por exemplo, fisiologia, função e evolução) e sociais (por exemplo, jornalismo, relações públicas, publicidade, audiovisual e meios de comunicação de massa).
A comunicação humana é um processo que envolve a troca de informações, e utiliza os sistemas simbólicos como suporte para este fim. Estão envolvidos neste processo uma infinidade de maneiras de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa face-a-face, ou através de gestos com as mãos, mensagens enviadas utilizando a rede global de telecomunicações, a fala, a escrita que permitem interagir com as outras pessoas e efetuar algum tipo de troca informacional.
No processo de comunicação em que está envolvido algum tipo de aparato técnico que intermedia os locutores, diz-se que há uma comunicação mediada.
O estudo da Comunicação é amplo e sua aplicação é ainda maior. Para a Semiótica, o ato de comunicar é a materialização do pensamento/sentimento em signos conhecidos pelas partes envolvidas. Estes símbolos são então transmitidos e reinterpretadas pelo receptor. Hoje, é interessante pensar também em novos processos de comunicação, que englobam as redes colaborativas e os sistemas híbridos, que combinam comunicação de massa e comunicação pessoal e comunicação horizontal.
O termo comunicação também é usado no sentido de transportes (por exemplo, a comunicação entre duas cidades através de trens).
História
Vários aspectos da comunicação têm sido objeto de estudos. Na Grécia Antiga, o estudo da Retórica, a arte de discursar e persuadir, era um assunto vital para estudantes. No início do século XX, vários especialistas começaram a estudar a comunicação como uma parte específica de suas disciplinas acadêmicas.
A Comunicação começou a emergir como um campo acadêmico distinto em meados do século XX. Marshall McLuhan, Theodor Adorno e Paul Lazarsfeld foram alguns dos pioneiros na área.
Ideias de Marshall McLuhan
McLuhan introduz as frases o impacto sensorial, o meio é a mensagem e aldeia global como metáforas para a sociedade contemporânea, ao ponto de se tornarem parte da nossa linguagem do dia-a-dia.
Teórico dos meios de comunicação, foi precursor dos estudos midiológicos. Seu foco de interesse não são os efeitos ideológicos dos meios de comunicação sobre as pessoas, mas a interferência deles nas sensações humanas, daí o conceito de "meios de comunicaçao como extensões do homem" (título de uma de suas obras), ou "prótese técnica". Em outras palavras, a forma de um meio social tem a ver as novas maneiras de percepção instauradas pelas tecnologias da informação. Os próprios meios são a causa e o motivo das estruturas sociais.
Ideias de Theodor Adorno
A Filosofia de Theodor Adorno, considerada uma das mais complexas do século XX, fundamenta-se na perspectiva da dialética. Uma das suas importantes obras, a Dialética do Esclarecimento, escrita em colaboração com Max Horkheimer durante a guerra, é uma crítica da razão instrumental, conceito fundamental deste último filósofo, ou, o que seria o mesmo, uma crítica, fundada em uma interpretação negativa do Iluminismo, de uma civilização técnica e da lógica cultural do sistema capitalista (que Adorno chama de "indústria cultural"). Também uma crítica à sociedade de mercado que não persegue outro fim que não o do progresso técnico.
A atual civilização técnica, surgida do espírito do Iluminismo e do seu conceito de razão, não representa mais que um domínio racional sobre a natureza, que implica paralelamente um domínio (irracional) sobre o homem; os diferentes fenômenos de barbárie moderna (fascismo e nazismo) não seriam outra coisa que não mostras, e talvez as piores manifestações, desta atitude autoritária de domínio sobre o outro, e neste particular, Adorno recorrerá a outro filósofo alemão - Nietzsche.
Na Dialética Negativa, Theodor Adorno intenta mostrar o caminho de uma reforma da razão mesma, com o fim de libertá-la deste lastro de domínio autoritário sobre as coisas e os homens, lastro que ela carrega desde a razão iluminista.
Opõe-se à filosofia dialética inspirada em Hegel, que reduz ao princípio da identidade ou a sistema todas as coisas através do pensamento, superando suas contradições (crítica também do Positivismo Lógico, que deseja assenhorar-se da natureza por intermédio do conhecimento científico), o método dialético da "não-identidade", de respeitar a negação, as contradições, o diferente, o dissonante, o que chama também de inexpressável: o respeito ao objeto, enfim, e o rechaço ao pensamento sistemático. A razão só deixa de ser dominadora se aceita a dualidade de sujeito e objeto, interrogando e interrogando-se sempre o sujeito diante do objeto, sem saber sequer se pode chegar a compreendê-lo por inteiro.
Essa admissão do irracional (segundo ele, pensar no irracional é pensar nas categorias tradicionais que supõem uma reafirmação das estruturas sociais injustas e irracionais da sociedade) leva Adorno a valorizar a arte, sobretudo a arte de vanguarda, já por si problemática - a música atonal de Arnold Schönberg, por exemplo -, porque supõem uma independência total em relação ao que representa a razão instrumental. Na arte Adorno vê um reflexo mediado do mundo real.
Ideias de Paul Lazarsfeld
Lazarsfeld. Austríaco de nascimento, foi convidado pela Fundação Rockfeller a dirigir o Radio Research Project, logo no começo da década de 1930, num momento de expansão da rádio e em que os anunciantes publicitários queriam estudar o perfil das audiências do novo meio de comunicação. Lazarsfeld apostou no trabalho empírico sistemático, em inquéritos e painéis, numa associção entre o meio universitário e o mundo das empresas. Do seu trabalho resultou a publicação de dois livros: The people's choice (1944) e Personal influence (1955). Como conclusão dos seus estudos, passava a entender-se que os efeitos das mensagens sobre os receptores dependiam essencialmente do meio e não tanto do conteúdo da mensagem. Valorizou-se, pois, a comunicação interpessoal. Todd Gitlin, em texto sobre a teoria dos efeitos limitados, conclui que as razões do sucesso de Lazarsfeld e seus colegas seriam as seguintes: 1) perspectiva administrativa (orientação das pesquisas a partir do exterior por instituições e organizações sociais), 2) orientação comercial (produção de conhecimento "útil", por oposição ao habitual conhecimento abstracto da academia), e 3) marca da ideologia social-democrata. Leituras: Armand e Michèle Mattelart (1997). História das teorias da comunicação. Porto: Campo das Letras; Mauro Wolf (1987). Teorias da comunicação. Lisboa: Presença; Mauro Wolf (1994). Los efectos sociales de los media. Barcelona, Buenos Aires e México: Paidós [há um exemplar na biblioteca da Universidade]; João Pissarra Esteves (2002). Comunicação e sociedade. Lisboa: Livros Horizonte; Todd Gitlin (2002). "Sociologia dos meios de comunicação social". In João Pissarra Esteves Comunicação e sociedade. Lisboa: Livros Horizonte.
Teoria da Comunicação
Pensadores e pesquisadores das disciplinas de ciências humanas, como Filosofia, Sociologia, Psicologia e Lingüística, têm dado contribuições em hipóteses e análises para o que se denomina "Teoria da Comunicação", um apanhado geral de idéias que pensam a comunicação entre indivíduos - especialmente a comunicação mediada - como fenômeno social. Entre as teorias, destacam-se o funcionalismo, primeira corrente teórica, a Escola de Frankfurt (crítica à primeira e profundamente marxista) e a escola de Palo Alto (principal corrente teórica atualmente). O trabalho teórico na América Latina ganhou impulso na década de 1970 quando se passou a retrabalhar e transformar as teorias estrangeiras. Assim surgiu a Teoria das Mediações, de Jesús Martin-Barbero.
As teorias dão diferentes pesos para cada um dos componentes da comunicação. As primeiras afirmavam que tudo o que o emissor dissesse seria aceito pelo receptor (público). Daí surge a Teoría Crítica que analisa profundamente a transmissão/dominação ideológica na comunicação de massa (Adorno, Horkheimer). Depois disso se passa a criticar o modelo. O receptor, dizem os estudiosos de Palo Alto, tem consciência e só aceita o que deseja. Do ponto de vista de Barbero, o que o receptor aceita (ou melhor, compreende) varia grandemente conforme sua cultura, no sentido mais amplo da palavra.
Formas e Componentes da Comunicação
Os componentes da comunicação são: o emissor, o receptor, a mensagem, o canal de propagação, o meio de comunicação, a resposta (feedback) e o ambiente onde o processo comunicativo se realiza. Com relação ao ambiente, o processo comunicacional sofre interferência do ruído e a interpretação e compreensão da mensagem está subordinada ao repertório. Quanto à forma, a Comunicação pode ser verbal, não-verbal e mediada.
Comunicação e Tecnologia
A comunicação humana se desenvolve em diversos campos de diferentes naturezas, dos quais podemos destacar dois enfoques distintos: a comunicação em pequena escala, e a comunicação em larga escala ou comunicação de "massa". Em ambos os casos, o ser humano passou a utilizar utensílios que passaram a auxiliar e a potencializar o processo de produção, envio e recepção das mensagens. A tecnologia passou a fazer parte da comunicação humana, assim como, passou a participar da maioria das atividades desenvolvidas pela humanidade ao longo do seu desenvolvimento.
Telecomunicação
As telecomunicações dizem respeito às distintas tecnologias de comunicação à distância (do prefixo grego tele-, distante), como telegrafia, telefonia, radiodifusão, teledifusão e internet, entre outras, envolvendo transmissão de áudio (som), vídeo (imagens) e dados. Em telecomunicação, o termo comunicação tem os seguintes significados:
1. Transferência de informação, entre usuários ou processos, de acordo com convenções estabelecidas entre uma ou várias pessoas ou máquinas em que cada qual pode ser "emissor" e "receptor" respectivamente, processo que geralmente pode "retroalimentar-se" pela relação entre eles.
2. A área da tecnologia à qual concerne a representação, transferência, interpretação e processo de dados entre pessoas, lugares e máquinas.
Comunicação Segmentada
A Comunicação Segmentada é um desdobramento do modelo de Comunicação de Massa. Ela ocorre pelos meios de comunicação tradicionais como jornais, rádios, TVs, Cinema, cartazes ou internet, porém, diferentemente do modelo de massa, atinge grupos específicos, classificados de acordo com características próprias e preferências similares. A Comunicação Segmentada tem a particularidade de atingir um número menor, porém mais específico, de receptores ao mesmo tempo, partindo de um único emissor.
Comunicação empresarial
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A Comunicação empresarial é uma atividade estratégica para as diretorias e presidencias das empresas. Ela engloba, nas empresas, a supervisão da assessoria de imprensa, o planejamento, implementação e condução das ações de comunicação interna — o que envolve o público interno, ou seja, os funcionários da corporação, e todo e qualquer relacionamento com o público externo, no âmbito corporativo. As atividades de comunicação empresarial ainda englobam o cuidado com a imagem corporativo, ou seja, com a marca da empresa (não confundir com as marcas dos produtos)e assim, cuida da imagem da empresa. Os profissionais desta área estão sempre preocupados com o relacionamento da empresa como um todo com a sociedade e seus interlocutores. Eles olham este relacionamento não de forma multifacetada, ou seja, apenas como clientes, fornecedores, parceiros, mas principalmente como formadores de opinião e membros de uma sociedade e que podem auxiliar ou não na preservação da imagem da empresa. Trabalham na área de comunicação empresarial principalmente jornalistas, relações públicas e publicitários mas, no Brasil, os postos de gerência sênior e de diretoria têm sido ocupados por profissionais de outras áreas.
Funções jornalísticas
Na comunicação empresarial costuma-se usar tecnicas, veiculos, estratégias e modelos de comunicaçao a serviço das empresas. Vale conhecer algumas, inclusive as técnicas de reportagem, indicando os parâmetros jornalísticos conhecido em inglês como "os cinco Ws e um H":
- "O quê" (What) - o fato ocorrido
- "Quem" (Who) - o personagem envolvido
- "Onde" (Where) - o local do fato
- "Quando" (When) - o momento do fato
- "Por quê" (Why) - a causa do fato
- "Como" (How) - o modo como o fato ocorreu
A Comunicaçao empresarial também se utiliza dos veiculos da imprensa e da própria atividade de comunicação e comunicadores, as vezes uma grande variedade de mídias: jornais, televisão, rádio e revistas, além do mais recente jornalismo online na Internet. Cada tipo de mídia define um determinado suporte, ou seja: papel, som, celulóide ou vídeo, por radiodifusão ou teledifusão eletrônicas.
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Mídia |
Veículos |
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impressa |
jornais, revistas, livros, cartazes, |
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digital |
portais, websites, revistas em CD-ROM, boletins por e-mail, TV digital, webtv |
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TV ou eletrônica |
emissoras e redes de TV, cabo, cinema, cartazes eletronicos |
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rádio |
emissoras de rádio, webrádios, podcasts |
ver também Jornalismo online, Telejornalismo e Radiojornalismo
A imprensa hoje exerce mais do que nunca o chamado Terceiro poder e é importante para o Administrador conhecer cada uma das funçoes do pessoal empregado em comunicação. Pode facilitar o relacionamento.
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Função |
Impresso |
Rádio |
TV |
Digital |
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Edição |
Editor, Editor-Chefe, Subeditor |
Editor |
Editor |
Editor, Editor de Capa |
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Redação |
Redator, Articulista, Colunista, Crítico, Revisor |
Redator |
Editor de Texto |
Webwriter |
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Reportagem |
Repórter, Apurador, Pauteiro |
Repórter, Produtor |
Repórter, Produtor |
Repórter, Produtor |
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Imagens |
Fotógrafo |
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Cinegrafista |
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Apresentação |
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Locutor |
Apresentador |
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Formatação |
Diagramador |
Editor de Som |
Editor de Imagens |
Webdesigner |
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Arte |
Infografista, Ilustrador, Cartunista |
Sonoplasta |
Videografista |
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Técnica |
Gráfico |
Operador de áudio |
Iluminador |
Programador |
Funções auxiliares:
Funções extra-redação:
Tipos de texto jornalístico
- notícia - de carácter objectivo, composto pelo 'lead' e o corpo da notícia:
- No 'lead' tenta-se responder a cinco perguntas (os cinco W's): quem (who), o quê (what), onde (where), quando (when), porquê (why), a ausência destas pode dever-se a dados não apurados;
- No corpo da notícia desenvolve-se gradualmente a informação em cada parágrafo, por isso a informação é cada vez mais elaborada, detalhada.
- matéria - todo texto jornalístico de descrição ou narrativa factual. Dividem-se em matérias "quentes" (sobre um fato do dia, ou em andamento) e matérias "frias" (temas relevantes, mas não necessariamente novos ou urgentes). Existem ainda os seguintes subtipos de matérias:
- matéria leve ou feature - texto com informações pitorescas ou inusitadas, que não prejudicam ou colocam ninguém em risco; muitas vezes este tipo de matéria beira o entretenimento
- suíte - é uma matéria que dá seqüência ou continuidade a uma notícia, seja por desdobramento do fato, por conter novos detalhes ou por acompanhar um personagem
- perfil - texto descritivo de um personagem, que pode ser uma pessoa ou uma entidade, um grupo; muitas vezes é apresentado em formato testemunhal
- entrevista - é o texto baseado fundamentalmente nas declarações de um indivíduo a um repórter; quando a edição do texto explicita as perguntas e as respostas, seqüenciadas, chama-se de ping-pong
- opinião ou editorial - reflete a opinião apócrifa do veículo de imprensa (não deve ser assinado por nenhum profissional individualmente)
- artigo - texto eminentemente opinativo, e geralmente escrito por colaboradores ou personalidades convidadadas (não jornalistas)
- crônica - texto que registra uma observação ou impressão sobre fatos cotidianos; pode narrar fatos reais em formato de ficção
- nota - texto curto sobre algum fato que seja de relevância noticiosa, mas que apenas o lide basta para descrever; muito comum em colunas
- chamada - texto muito curto na primeira página ou capa que remete à íntegra da matéria nas páginas interiores
- texto-legenda - texto curtíssimo que acompanha uma foto, descrevendo-a e adicionando a ela alguma informação, mas sem matéria à qual faça referência; tem valor de uma matéria independente
Editoriais e Cadernos
O trabalho em redações jornalísticas é geralmente dividido entre editorias temáticas, agrupando os assuntos mais comuns do noticiário. Em determinados locais, certos assuntos podem ser mais privilegiados que em outros (Esporte no Brasil ou Economia em Londres, por exemplo), assim como a classificação dos assuntos adequados a cada editoria pode variar. No Brasil, durante o regime militar (1964-1985), as notícias sobre luta armada e movimentos "subversivos" eram tratadas na página de Polícia, não de Política.
Jornais diários de grande circulação e revistas de informação geral normalmente têm as seguintes editorias, que podem também ser tratadas em publicações especializadas:
- Geral - não exatamente uma editoria, mas o departamento e a equipe de reportagem e redação que tratam de assuntos diversos, como acidentes, cataclismas, intempéries, tragédias e até crimes (estes normalmente reservados para a página Policial);
- Local ou Cidade - assuntos de interesse local ou regional;
- Nacional ou País - assuntos de outras localidades do país;
- Política - às vezes, agrupada com a anterior;
- Polícia (conhecida como "RePol") - crimes e assuntos de segurança, às vezes incluindo também ações de Defesa Civil e Bombeiros;
- Internacional - assuntos diversos de política internacional, relações externas, diplomacia, economia internacional, cultura estrangeira e ainda assuntos diversos (como os da Geral) desde que ocorridos no exterior;
- Economia - notícias relacionadas às atividades produtivas do país, região ou cidade onde se localiza o jornal, subdivididas em sub-editorias:
- Macroeconomia - políticas de Estado para economia, comércio internacional, diretrizes nacional e internacionais; câmbio e divisas, políticas de integração regional;
- Mercado Financeiro - indicadores financeiros, mercado de ações, bancos;
- Empresas - negociações entre empresas, balanços, expectativas de faturamento;
- Cultura - todas as manifestações culturais da sociedade, Cinema, Teatro, Literatura, Artes Plásticas, Televisão, Música, Quadrinhos, etc.;
- Ciência & Tecnologia - temas de interesse acadêmico-científico e de tecnologia industrial; pesquisas e descobertas científicas, inovações tecnológicas, economia e empresas de setor de alta tecnologia;
- Esporte - todas as modalidades esportivas, competições, contratações, treinamentos e variedades sobre atletas e personalidades do Esporte;
- Turismo - roteiros de viagem, serviços sobre destinos turísticos;
- Automobilismo - automóveis e outros veículos motorizados, incluindo aquáticos, como lanchas e jet-skis; às vezes, inclui-se até aviação;
- Comportamento, Saúde, Família e Moda - assuntos diversos sobre comportamento social, consumo, relacionamentos, saúde e medicina;
- Educação e Vestibular - temas educacionais, pedagógicos e educativos, auxílio a material didático e pesquisa escolar, calendários de provas de acesso universitário e concursos públicos;
- Infantil e Feminino - cadernos especializados em assuntos estereotipicamente associados a gênero e faixa etária;
- Coluna Social ou Imprensa Rosa - notas e comentários sobre vida em sociedade, geralmente sobre indivíduos de alto poder aquisitivo e "celebridades" públicas;
- Classificados, Imóveis e Empregos - anúncios pequenos, geralmente pagos por indivíduos.
Jornais de grande porte também costumam ter editores específicos para a Arte e a Fotografia.
A Assessoria de Imprensa ou Assessoria de Comunicação é um instrumento dentro do composto de Comunicação desenvolvida para as organizações, fazendo parte da atividade de Relações Públicas, profissão regulamentada no Brasil pela Lei 5377. Ao contrário do que alguns equivocadamente pensam, a tradução do inglês Publicity não tem a ver com Publicidade, mas apenas assessoria de imprensa. Sua principal tarefa é estabelecer ligação direta entre uma organização do primeiro, segundo ou terceiro setores e a mídia, com vistas ao equilíbrio da opinião pública.
A Assessoria de Imprensa trata da gestão do relacionamento entre uma pessoa física, entidade, empresa, órgão público e a imprensa. No Brasil, os profissionais que desempenham a função de Assessoria de Imprensa costumam ter formação em Relações Públicas e em Jornalismo. Em outros países, a função não é reconhecida como jornalística, e sim como de relações-públicas.
Uma Assessoria de Imprensa trabalha para um Cliente assessorado, que pode ser um cliente particular ou uma instituição. Empresas,´pessoas físicas como "personalidades públicas", médicos, advogados, músicos e instituições e organizações como empresas estatais, autarquias, governos, partidos, sindicatos, clubes, ONGs, ou indivíduos, entre outros costumam utilizar serviços de assessoria de imprensa. O interesse pela assessoria, em geral, é determinado pela geração de informações de interesse público.
A essência do Jornalismo, entretanto, é a seleção e organização das informações no produto final (jornal, revista, programa de TV etc.), chamada de edição.
O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades. O trabalho é normalmente dividido em quatro etapas distintas, cada qual com suas funções e particularidades: pauta, apuração, redação e edição.
- A pauta é a seleção dos assuntos que serão abordados. É a etapa de escolha sobre quais indícios ou sugestões devem ser considerados para a publicação final.
- A apuração é o processo de averiguar informação em estado bruto (dados, nomes, números etc.). A apuração é feita com documentos e pessoas que fornecem informações, chamadas de fontes. A interação de jornalistas com suas fontes envolve freqüentemente questões de confidencialidade.
- A redação é o tratamento das informações apuradas em forma de texto verbal. Pode resultar num texto para ser impresso (em jornais, revistas e sites) ou lido em voz alta (no rádio, na TV e no cinema).
- A edição é a finalização do material redigido em produto de comunicação, hierarquizando e coordenando o conteúdo de informações na forma final em que será apresentado. Muitas vezes, é a edição que confere sentido geral às informações coletadas nas etapas anteriores. No jornalismo impresso (jornais e revistas), a edição consiste em revisar e cortar textos de acordo com o espaço de impressão pré-definido. A diagramação é a disposição gráfica do conteúdo e faz parte da edição de impressos. No radiojornalismo, editar significa cortar e justapor trechos sonoros junto a textos de locução, o que no telejornalismo ganha o adicional da edição de imagens em movimento.
Estas três mídias citadas têm limites de espaço e tempo pré-definidos para o conteúdo, o que impõe restrições à edição. No chamado webjornalismo, ciberjornalismo ou "jornalismo online", estes limites teoricamente não existem.
A inexistência destes limites começa pela potencialidade da interação no jornalismo online, o que provoca um borramento entre as fronteiras que separam os papéis do emissor e do receptor, anunciando a figura do interagente. Esta prática tem se difundido como "jornalismo open source", ou o jornalismo de código aberto, onde informações são apuradas, redigidas e publicadas pela comunidade sem a obrigação de serem submetidas às rígidas rotinas de produção e às estruturas organizacionais das empresas de comunicação.
De acordo com a pesquisadora Catarina Moura, da Universidade da Beira Interior (Portugal), Jornalismo Open Source "implica, desde logo, permitir que várias pessoas (que não apenas os jornalistas) escrevam e, sem a castração da imparcialidade, dêem a sua opinião, impedindo assim a proliferação de um pensamento único, como o pode ser aquele difundido pela maioria dos jornais, cuja objectividade e imparcialidade são muitas vezes máscaras de um qualquer ponto de vista que serve interesses mais particulares que apenas o de informar com honestidade e isenção o público que os lê". (artigo disponível em http://www.bocc.ubi.pt)
Sessão2 – Sistemas de Comunicação
Introdução
Mais conceitos:
- Processo de Comunicaçao
O processo de Comunicação ocorre quando o emissor (ou codificador) emite uma mensagem (ou sinal) ao receptor (ou decodificador), através de um canal (ou meio). O receptor interpretará a mensagem que pode ter chegado até ele com algum tipo de barreira (ruído, bloqueio, filtragem) e, a partir daí, dará o feedback ou resposta, completando o processo de comunicação.
- Emissor
Em teoria da informação o emissor é um dos protagonistas do ato da comunicação. Este, em dado momento, emite uma mensagem para um receptor ou destinatário.
O emissor normalmente antes de enviar ou até mesmo produzir a mensagem , procura descobrir qual o nível de conhecimento do receptor, o seu nível cultural, a sua instrução, em outras palavras, descobrir o repertório dos receptores da mensagem.
- Receptor
é um dos protagonistas do ato da comunicação: aquele a quem se dirige a mensagem; aquele que recebe a informação e a decodifica, isto é, transforma os impulsos físicos (sinais) em mensagem recuperada. A informação que faz então retornar à fonte-emissora recebe o nome de feedback, realimentação ou retroalimentação). O receptor pode ser humano, tecnológico ou institucional.
- Repertório
Na Teoria da informação, o conceito de Repertório se refere ao nível de conhecimento do receptor, o seu nível cultural, a sua instrução. Quando o repertório utilizado pelo emissor em uma determinada mensagem está em um nível acima do repertório do receptor, existe incompatibilidade de níveis de repertório e a apreensão da mensagem em sua totalidade pelo receptor é impossível.
- Imagem e Reputação
Imagem (do latim imago) significa representação visual de um objecto. Em grego antigo corresponde ao termo eidos, raíz etimológica do termo idea ou eidea, cujo conceito foi desenvolvido por Platão. À teoria de Platão, o idealismo, considerava a ideia (ou idéia) da coisa, a sua imagem, como sendo uma projecção da mente. Aristóteles, pelo contrário, considerava a imagem como sendo uma aquisição pelos sentidos, a representação mental de um objecto / objeto real, fundando a teoria do realismo. A controvérsia estava lançada e chegaria aos nosso dias, mantendo-se viva em praticamente todos os domínios do conhecimento.
Em senso comum, envolve tanto o conceito de imagem adquirida como a gerada pelo ser humano, em muitos domínios, quer na criação pela arte, quer como simples registro foto-mecânico, na pintura, no desenho, na gravura, em qualquer forma visual de expressão da idéia.Nas ciências exactas. como em matemática, o termo "imagem" é entendido como representação de um objecto / objeto especializado, que exige técnicas e ferramentas especiais.Em senso comum, hoje em dia, entre outras, imagens são as veículadas pelos anúncios publicitários impressos em páginas de revistas ou expostos nas paredes de edifícios; os cartazes afixados em muros e murais; a própria arquitetura dos edifícios e das obras de engenharia; os utensílios domésticos e todas as ferramentas; as vestimentas; os veículos de transporte; as representações sagradas; todo material impresso e finalmente toda exibição em telas de cinema e de televisão.
- Feedback
é uma mudança de estado (ou delirios) de um componente de um sistema que produz uma interação, reduzindo ou aumentando a resposta do sistema no qual ele está incorporado. O termo é utilizado na Teorias de Sistemas e de Controle, na Biologia e especificamente na Endocrinologia).
Embora o conceito de feedback, num sentido restrito, refira-se simplesmente ao retorno de informações do efeito para a causa de um fenômeno, no âmbito da comunicação e das interações humanas ele não se refere a nada de "simples". Diluindo as distinções formais entre emissor e receptor, por exemplo, ou explicitando a dinâmica recorrente que explicaria o fenômeno dos boatos e as "profecias auto-realizadoras" (self-fulfilling prophecies) que operam no mundo da política e da publicidade, este conceito não cessa de revelar o quanto a própria palavra se encontra tomada indicialmente na camada dos comportamentos, ações e reações cuja sequência nunca é linear, mas emaranhada, recursiva ou complexa.
Em um sentido restrito pode-se conceituar feedback por uma visão etimológica. Do radical feed, alimentar, e do radical back, voltar, teríamos retro-alimentar um sistema.
Na linguagem popular, feedback também pode ser considerado como provimento de informação sobre o estado de um sistema. Por exemplo, enquanto se aguarda o carregamento de um determinado site, uma barra de carregamento mostra ao usuário o percentual já concluído.
- Midia
O termo "meio de comunicação" refere-se ao instrumento ou à forma de conteúdo utilizados para a realização do processo comunicacional. Quando referido a comunicação de massa, pode ser considerado sinônimo de mídia. Entretanto, outros meios de comunicação, como o telefone, não são massivos e sim individuais (ou interpessoais).
· Sonoro: telefone, rádio.
· Escrita: jornais diários e revistas.
· Audiovisual: televisão, cinema.
· Multimídia: diversos meios simultaneamente.
· Hipermídia: NTICs, CD-ROM, TV digital e internet, que aplica a multimídia (diversos meios simultaneamente, como escrita e audiovisual) em conjunto com a hipertextualidade (caminhos não-lineares de leitura do texto).
Média
A palavra provem do latim "media", plural de "medium", e que significa "aquele que está a meio". No Brasil, usa-se mais comumente a palavra "mídia", derivando da pronúncia inglesa - ainda que alguns gramáticos brasileiros prefiram a forma portuguesa, por ter mais correlação com a origem latina da palavra, idioma do qual provém o português.
- Meios de comunicação de massa
A utilização dos meios de comunicação de massa implica organizações geralmente amplas, complexas, com grande número de profissionais e extensa divisão do trabalho. A empresa jornalística envolve o trabalho de diretores, jornalistas, redatores, fotógrafos, diagramadores, ilustradores, câmeras, gráficos etc. O fato de a manutenção de um órgão de comunicação de massa ser bastante onerosa faz com que essas empresas dependam dos imperativos de consumo (máxima circulação, no caso de livros e filmes; garantia de audiência e venda de publicidade, no caso dos jornais, revistas, rádio e televisão) para sobreviver ou se expandir.
Uma segunda característica básica dos meios de comunicação de massa é o fato de que eles necessariamente empreguem máquinas na mediação da comunicação: aparelhos e dispositivos mecânicos, elétricos e eletrónicos possibilitam o registro permanente e a multiplicação das mensagens impressas (jornal, revistas, livro) ou gravadas (disco, rádio) em milhares ou milhões de cópias. A produção, transmissão e recepção das mensagens audiovisuais (rádio, TV) precisa de milhares ou milhões de aparelhos receptores.
Outra característica típica dos meios de comunicação de massa é a possibilidade que apresentam de atingir simultaneamente uma vasta audiência, ou, dentro de breve período de tempo, centenas de milhares de ouvintes, de telespectadores, de leitores. Essa audiência, além de hetereogênea e geograficamente dispersa, é, por definição, constituída por membros anônimos para a fonte, aínda que a mensagem esteja dirigida especificamente para uma parcela determinada de público (um só sexo, uma determinada geração).
- Ruidos
O conceito de ruído surgiu com a teoria da informação e logo se difundiu para outras disciplinas: cibernética, biologia, Eletrônica, computação e comunicação.
Em comunicação, ruído é todo fenômeno aleatório que perturba a transmissão correta das mensagens e que geralmente procura-se eliminar ao máximo.
Classificação
Ruído exógeno - refere-se às interferências externas ao processo de comunicação, como outra mensagem.Ruído endógeno - refere-se às interferências internas do processo de comunicação, como perda de mensagem durante seu transporte ou má utilização do código.Ruído de repertório - refere-se às inteferências ocorridas diretamente na produção ou interpretação da mensagem, provocadas pelo repertório dos emissores e receptores.
Sessão 3
- Canal de Propagação
Um canal de propagação pode se referir ao aparato tecnológico utilizado no processo comunicacional para transferir mensagens entre um emissor e um receptor.
O emissor envia a mensagem pelo canal de propagação para o receptor.
Canal se difere de meio de comunicação.
Um canal de propagação pode ser digital ou analógico.
Ex. Linha telefónica: para a transmissão de dados na internet, de voz nos telefonemas.
Radiofreqüência: internet sem fios, rádio, tv, etc.
Outros exemplos
Ficheiros: podem ser vistos como canais, já que podem ser usados como meio de propagação de informação entre máquinas diferentes, ou mesmo dentro da mesma máquina entre aplicações diferentes.
- Audiência
A audiência de um produto de mídia, especialmente os transmitidos por rádio e televisão.
Este termo é aplicado tanto para definir as pessoas que ouvem determinada emissora de rádio como as que assistem a determinado canal de televisão ou lêem determinado título de jornal ou revista
No Brasil, a medição de audiência é feita por instituições privadas, como o IBOPE.
A audiência em Publicidade
É o conjunto dos indivíduos que contactam com o suporte publicitário; mede o hábito de um certo grupo alvo em ver/ ouvir/ ler determinado suporte publicitário. A audiência pode ser medida através de inquéritos por entrevista, no caso de meios tradicionais; no caso da televisão, a audiência é registada em contínuo, electronicamente (audimetria).
- Meio e Canal
Meio de Comunicação não se confunde com canal, que se refere ao aparato tecnológico utilizado para realizar o processo da comunicação, incluindo a transmissão de informação (geralmente, idéias humanas). Dependendo das características do meio utilizado, pode-se transmitir ou armazenar informação, ou ambos os processos.
Por exemplo:
- Fala, discurso, gestos, telefone
- Stone scores, gravações de áudio e vídeo, discos rígidos
- Papel, cartas
- Meios de Comunicação de Massa: pronunciamentos, jornais, revistas, cinema, televisão, rádio, websites, CDs, DVDs, videocassetes
- Mídia interativa: jogos de computador, jogos online, videogame, edutainment, televisão interativa
- A Internet é um híbrido entre Comunicação de Massa e Comunicação Interpessoal
- Em Arte, um meio significa o material e o suporte usados pelo artista: pintura, madeira, mármore, aço, etc.
Por metonímia, a indústria das empresas que produzem conteúdo de notícias e de entretenimento são geralmente denominadas "a média" ou "a mídia" (da mesma forma como a indústria de notícias é denominada "a imprensa"). No final do século XX, tornou-se lugar-comum este uso no singular ("A mídia é...") em lugar do tradicional plural; em Portugal, não obstante, é preferido o termo no plural, os media (recordando a origem latina do termo...).
Marshall McLuhan foi pesquisador famoso por ter dito (entre outras coisas), "O meio é a mensagem".
Evolução histórica
Para alguns, os primeiros meios de comunicação de massa foram os livros (principalmente didáticos), que existem há muito tempo. Mas, normalmente, a difusão da mídia se deu no século passado. Em tal período não havia a idéia de que a difusão da informação da parte da mídia deveria ocorrer em tempo real, mas que deveria haver um intervalo de tempo limitado entre a emissão da mensagem e a sua recepção.
No curso do século XX, o desenvolvimento e a expansão capilar dos meios de comunicação de massa seguiram o progresso científico e tecnológico. De fato, os meios, além de serem meios para veicular as informações, são também os objetos tecnológicos com os quais o usuário interage.
O avanço da tecnologia permitiu a reprodução em grande quantidade de materiais informativos a baixo custo. As tecnologias de reprodução física, como a imprensa, a gravação de discos de música e a reprodução de filmes seguiram a reprodução de livros, jornais e filmes a baixo preço para um amplo público. Pela primeira vez, a televisão e a rádio permitiram a reprodução eletrônica de informações.
Os meios eram (pelo menos na origem) baseados na economia de reprodução linear: neste modelo, um obra procura render em modo proporcional ao número de cópias vendidas, enquanto ao crescer o volume de produção, os custos unitários decrescem, aumentando a margem de lucro. Grandes fortunas são devidas à indústria da mídia.
Se, inicialmente, o termo "meios de comunicação de massa" se referia basicamente a jornais, rádio e televisões, no final do século XX a internet também entrou fortemente no setor. Para alguns, também os telefones celulares já podem ser considerados uma mídia.
A Mensagem é, no sentido geral, o objeto da comunicação. Dependendo do contexto, o termo pode se aplicar tanto ao conteúdo da informação quanto à sua forma de apresentação.
Na Teoria da Comunicação, uma mensagem é enviada de um emissor para um receptor. Abaixo há algumas definições comuns:
- Qualquer pensamento ou idéia expressada brevemente em um linguagem aberta ou secreta (código), preparada numa forma possível de transmissão por qualquer meio de comunicação.
- Uma quantidade arbitrária de informação cujos início e fim são definidos ou implicados.
- Informaçao de registro, uma corrente de dados expressados em uma linguagem aberta ou encriptada (notação) e preparada em um formato especificado para a transmissão pretendida por um sistema de telecomunicações.
Existem diversas formas de um emissor transmitir uma mensagem para o receptor. Porém, para que a transmissão dessa mensagem tenha sucesso, alguns cuidados devem ser adotados. É primordial que o emissor conheça a "bagagem" cultural, ou mesmo a vivência, do seu receptor para que ele possa estudar a linguagem que será utilizada para passar a mensagem. Feito isso, a linguagem do emissor deve ter proximidade com a linguagem do receptor.
Por exemplo, o comunicador de uma emissora de rádio vai direcionar a sua mensagem para um público jovem de 15 a 25 anos e de classe média. Assim, ele deverá usar uma linguagem coloquial e correta, deverá pesquisar e fazer o uso de gírias faladas entre o grupo de amigos desta idade e ter sempre novidades focadas no interesse dos jovens.
Este método possibilita que o emissor esteja sempre próximo, se torne aparentemente "íntimo", e seja interessante para que o seu receptor aceite e entenda a mensagem.
- Novas Tecnologias de Informação
Chamam-se de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) as tecnologias e métodos para comunicar surgidas no contexto da Revolução Informacional, "Revolução Telemática" ou Terceira Revolução Industrial, desenvolvidas gradativamente desde a segunda metade da década de 1970 e, principalmente, nos anos 1990. A imensa maioria delas se caracteriza por agilizar e tornar menos palpável (fisicamente manipulável) o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em redes (mediada ou não por computadores) para a captação, transmissão e distribuição das informações (texto, imagem estática, vídeo e som). Considera-se que o advento destas novas tecnologias (e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais) possibilitou o surgimento da "sociedade da informação".
São consideradas NTICs, entre outras:
- os computadores pessoais (PCs, personal computers)
- as tecnologias digitais de captação e tratamento de imagens e sons
- as tecnologias de acesso remoto (sem fio ou wireless)
Interatividade: De modo geral as novas tecnologias estão associadas à interatividade e a quebra com o modelo comunicacional um-todos, em que a informação é transmitida de modo unidirecional, adotando o modelo todos-todos, em que aqueles que integram redes de conexão operacionalizadas por meio das NTIC fazem parte do envio e do recebimento das informações. Neste sentido, muitas tecnologias são questionadas quanto a sua inclusão no conceito de novas tecnologias da informação e comunicação, ou meramente novos modelos de antigas tecnologias.
As novas tecnologias, relacionadas à uma revolução informacional, oferecem uma infra-estrutra comunicacional que permite a interação em rede de seus integrantes. Numa rede, no entanto, geralmente são descartados modelos em que haja uma produção unilateral das informações que serão somente repassadas aos outros terminais de acesso. Este modelo é considerado reativo e não interativo e aparece mesmo na internet, disponibilizados pelos conhecidos portais, e agências midiáticas que disponibilizam suas informações e serviços pela Internet tão somente.
- Podcasting
Podcasting é uma forma de publicação de programas de áudio, vídeo e/ou fotos pela Internet que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. A palavra "podcasting" é uma junção de iPod - um aparelho que toca arquivos digitais em MP3 - e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê). Assim, podcast são arquivos de áudio que podem ser acessados pela internet.Estes áudios podem ser atualizados automaticamente mediante uma espécie de assinatura. Os arquivos podem ser ouvidos diretamente no navegador ou baixados no computador.
Funcionamento
Os programas ou arquivos, gravados em qualquer formato digital (MP3, AAC e OGG são os mais utilizados nos podcasts de áudio), ficam armazenados num servidor na internet. Por meio do feed RSS, que funciona como um índice atualizável dos arquivos disponíveis, novos programas de áudio, vídeo ou fotos são automaticamente puxados para o leitor através de um agregador, um programa ou página da internet que verifica os diversos feeds adicionados, reconhece os novos arquivos e os puxa de maneira automática para a máquina. Os arquivos podem ainda ser transferidos para leitores portáteis.
História
O termo podcast é creditado a um artigo do jornal britânico The Guardian em 12 de fevereiro de 2004, mas nesse primeiro momento o termo não se referia ao formato de transmissão com RSS, o que só aconteceu em Setembro daquele ano, quando Dannie Gregoire usou o termo para descrever o processo utilizado por Adam Curry.
O conceito do Podcast é creditado ao ex-VJ da MTV Adam Curry, que criou o primeiro agregador de podcasts usando applescript e disponibilizou o código na internet, para que outros programadores pudessem ajudar. Dave Winer incluiu o enclosure, um elemento na especificação RSS 2.0, o que possibilitou o conceito do podcast ser realmente utilizado. A utilização de feeds RSS para distribuir o conteúdo é a grande diferença do Podcasting em relação aos audioblogs, vlogs e flogs.
Um marco na massificação do conceito foi o lançamento da versão 4.9 do leitor de música digital iTunes, da Apple, que ampliou o suporte aos podcasts, incluindo uma secção na sua loja de música dedicada ao serviço e também uma actualização para o iPod que adiciona a categoria "Podcasts" ao menu "Music".
O formato de transmissão é hoje utilizado por diversas empresas no mundo para divulgar notícias e programação, assim como algumas universidades que começam a disponibilizar aulas neste formato.
Mecanismos
O modelo de publicação / subscrição de podcasting é uma versão da tecnologia "push" (empurrar informação), na qual o fornecedor de informação escolhe qual os ficheiros que pretende disponibilizar num feed e que o subscritor escolhe entre uma multiplicidade de feeds. Enquanto o utilizador não está a "baixar" ficheiros da Internet, existe uma forte componente de "pull" (baixar a informação) porque o receptor é livre de subscrever (ou desistir) de uma grande variedade de canais. Os primeiros serviços "push" na internet (ex: PointCast) permitiam uma selecção muito limitada de conteúdos.
Podcasting é um mecanismo automático onde ficheiros multimedia são transferidos de um servidor para um cliente, que puxa a informação através de um arquivo XML que contém endereços de ficheiros. Genericamente, esses ficheiros contêm vídeo e áudio, mas também podem conter imagens, textos, PDF, ou outros tipos de ficheiros.
Um podcast é genericamente anólogo de uma série de TV ou de um programa de rádio, só que não é ao vivo, como nos programas de TV e Rádio gravados.
O fornecedor de conteúdos começa por produzir um ficheiro (por exemplo, um ficheiro de áudio em MP3) e disponibiliza-o na Internet. Isto ocorre através da disponibilização do ficheiro num servidor de acesso público; no entanto, trackers BitTorrent também são usados, embora não seja tecnicamente necessário que o ficheiro seja público. O único requerimento é que o ficheiro seja acessível através de uma URI que seja conhecida. Este ficheiro é normalmente referenciado como um episódio de um podcast.
O fornecedor de conteúdo passa a referenciar esse ficheiro noutro ficheiro conhecido como feed. O feed é uma lista de URLs onde os episódios do podcast podem ser acedidos. Essa lista é normalmente publicada no formato RSS (embora também possa ser usado o formato Atom), que contém informação adicional como datas de publicação, títulos e textos explicativos sobre a série e cada um dos episódios. O Feed pode conter entradas para todos os episódios da série, mas normalmente está limitado a uma breve lista dos episódios mais recentes, por exemplo, em feed de notícias. O Standard de um podcast consiste num feed de um autor. Mais recentemente vários autores passaram a contribuir com episódios para um único feed podcast usando os conceitos de podcast público e podcast social.
O fornecedor de conteúdo publica um feed num servidor. A localização publicada do feed é assumida como permanente, não sujeita a alteração. Esta localização é conhecida como URI (mais conhecido por URL). O fornecedor divulga o URI do feed junto à sua audiência.
Um consumidor utiliza um software conhecido por agregador, por vezes chamado de podcatcher ou podcast receiver, para subscrever e gerir os feeds.
- Contexto
é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre.História
Bronislaw Malinowski (Halliday & Hasan, 1989) advogou uma importante teoria acerca do contexto de uso. Ele precisou de um termo que expressasse todo um ambiente onde seria analisado, incluindo o ambiente verbal e a situação na qual o texto fosse falado. Sendo assim, com algumas apologias, criou o termo context of situation. Pelo contexto de uso, entendemos o ambiente onde o texto está sendo realizado.
Ainda assim, Malinowski precisou de outro tipo de contexto que desse conta não só do que estava acontecendo, mas também de aspectos culturais envolvidos: o contexto cultural. Para ele, esses dois tipos de contexto são fundamentais para se compreender um texto.
Influenciado pela noção de contexto de uso de Malinowski, J. R. Firth criou sua própria teoria linguística (Halliday & Hasan, Ibid). Para ele, o conceito do autor somente adequava-se a textos específicos. Ele precisava de uma descrição de contexto de uso que abordasse diferentes textos como parte de uma ampla teoria lingüística. Dessa maneira, os elementos envolvidos são: os participantes, a ação dos participantes, características da situação e efeitos da ação verbal.
Mais tarde, o antropólogo americano Dell Hymes, em seu trabalho na etnografia da comunicação, propôs outros elementos que também descrevessem o contexto de uso: a forma e conteúdo da mensagem, o cenário, os participantes, o efeito da comunicação, a chave, o meio, o gênero e as normas de interação. O seu trabalho procurava englobar as diferentes maneiras que a língua pudesse ser usada em diferentes culturas.
Para Halliday (1989), o sucesso na comunicação pode ser explicado pela previsão inconsciente; ou seja, quase nunca é surpresa o que queremos dizer em determinadas situações. Essas previsões são feitas a partir do contexto de uso. O tipo de descrição ou interpretação do contexto de uso que vem a ser mais adequada para o linguista é o que caracteriza os termos usados numa interação.
Halliday propôs que a análise do contexto de uso fosse feita a partir de três componentes, correspondendo a três metafunções:
- Domínio do discurso: refere-se ao que está acontecendo, à natureza da ação social.
- Tenor do discurso: refere-se à natureza dos participantes envolvidos na interação.
- Modo do discurso: refere-se às funções particulares que são determinadas pela língua na situação observada.
Sendo assim, o contexto de uso é definido pelo ambiente imediato que determinado texto está sendo produzido. Este conceito é usado para explicar por que certos textos são ditos ou escritos em ocasiões particulares e por que outros não podem. A partir do momento em que o falante lê e ouve, ele faz previsões acerca do que será reproduzido
Em teoria da informação o emissor é um dos protagonistas do ato da comunicação. Este, em dado momento, emite uma mensagem para um receptor ou destinatário.
O emissor normalmente antes de enviar ou até mesmo produzir a mensagem , procura descobrir qual o nível de conhecimento do receptor, o seu nível cultural, a sua instrução, em outras palavras, descobrir o repertório dos receptores da mensagem.
Sessão 4
Comunicação virou parte do negócio
* João José Forni
Parece que virou moda falar em comunicação. Afinal, vivemos a era da informação. Pesquisas demonstram que mais de dois terços do nosso tempo vivemos em função de informações que nos assediam dia e noite. Assim também acontece com as empresas e os clientes. Apesar disso, a formação dos nossos administradores ainda desdenha da comunicação. Basta dar uma olhada no currículo das faculdades de administração, para ver o limitado espaço para essa área do conhecimento. Se o impacto que recebemos da comunicação é tão grande, as empresas precisam levar em conta que a comunicação não é apenas um modismo, mas uma importante
ferramenta de marketing, que pode ajudá-las a atingir metas, impulsionar as vendas, conquistar clientes e consolidar a imagem no mercado.
Para isso, é importante primeiro planejar. Um bom plano de comunicação facilita as ações de marketing, racionaliza a aplicação de recursos e maximiza os efeitos dessas ações.
Não é preciso grandes investimentos para se elaborar um plano de comunicação. Se existe a vontade de transformar a comunicação em estratégia de negócio, deve-se entregar essa missão para as pessoas certas, informando com clareza o que realmente a empresa quer, seu
posicionamento no mercado, o que e em que prazo ela pretende atingir as metas.
Mas o plano de comunicação sozinho também não resolve. A comunicação não faz milagres. Ela funciona quando todos na empresa, a começar pela diretoria, assumem o que foi planejado e a transformam em ferramenta estratégica para conseguir resultados. Quando a comunicação começa a ser inoculada nas veias da organização e todos começam a trabalhar com esse foco, o resultado não demora a aparecer.
É incrível como empresas que por anos desdenharam de qualquer ação de comunicação, quando motivadas por pessoas e ações voltadas para a melhoria do relacionamento com o público interno e externo, em pouco tempo se transformam e se abrem para o mercado. É preciso também escolher certo as pessoas que vão ser os maestros desse novo ritmo. Cada vez mais a comunicação empresarial se transforma em área especializada, com profissionais bem preparados.
Nada de mirabolantes planos de comunicação, que encadernados ficam muito bonitos, mas na prática não funcionam. Planos simples, de fácil aplicabilidade, sem implicar grandes investimentos é o que basta para começar. E mudança de atitude. Quem pretende valorizar a comunicação, começa se comunicando bem com seus empregados.
Depois, buscar seus públicos preferenciais e estabelecer com eles um diálogo aberto e constante.
Mas por que as empresas devem transformar a comunicação em atividade estratégica? Porque se você não o fizer, seu concorrente provavelmente já está fazendo. Competir no mercado, hoje, significa estar presente na mente e nos corações dos clientes e empregados motivados e produtivos. Para isso, planejar e executar um plano de
comunicação consistente é questão de sobrevivência e não porque todo mundo faz. Preocupa também as empresas os momentos difíceis, em que existe uma ameaça potencial à sua imagem por algum fato negativo. É bom lembrar que ninguém, por mais
sólido que seja, está vacinado contra eventuais contratempos que podem afetar o negócio.
Os americanos até brincam, dizendo: não comemore se seu concorrente está atravessando uma crise; é questão de tempo e seu dia vai chegar! O mercado está aprendendo – e na prática se confirma - que uma organização deve informar da maneira mais rápida e completa possível as ocorrências negativas e prejudiciais
à sua imagem, com amplos esclarecimentos à opinião pública. Além de exercer o controle da informação, acalma o público e mostra respeito pelo consumidor, acabando com os boatos e restaurando a confiança.
Nada melhor, portanto, para prevenir impactos negativos do que uma política aberta e sustentada de relacionamento com a mídia e a sociedade. Quem não se acostumou a lidar com empregados, acionistas, jornalistas e clientes de maneira transparente, prestando-lhes amplas informações e fazendo disso uma prática saudável e rotineira corre maior risco numa crise.
Em resumo, comunicação não é moda. É questão estratégica para a empresa. Fazer plano de comunicação não é exercício de ficção, mas a construção de um norte que certamente irá mostrar resultados em curto espaço de tempo.
* Este artigo foi publicado na Revista Fecomércio, em outubro de 2005.
MVV - Missão, Visão, Valores e Comunicação Integrada de Marketing
Diz Ogden & Crescitelli “que os princípios que regem uma organização podem ser apresentados de maneiras variadas, pois ainda não se chegou a um consenso sobre essa questão. Porem quase todos giram em torno de termos como visão, missão, valores e objetivos”. Ou seja, quem somos e o que pretendemos realizar. Também esta filosofia pode ser conhecida por nosso credo: em que acreditamos.
- Você conhece algumas missões, ou pelo menos viu-as escritas em algumas salas de empresas.
Da MVV derivam todos os planos da organização, principalmente o plano estratégico de marketing que definirá toda a forma de comunicação integrada de Marketing – CIM.
Plano de Marketing
O exemplo de plano de marketing que conhecerão faz parte da obra e pode ser baixado no site da Pearson.
Exercício 1- Plano de Marketing
A HISTÓRIA DA VOLKS ESTÁ SENDO ESQUECIDA – POR PAULO NASSAR
Um dos maiores desafios que se coloca para as empresas na atualidade é o resgate e conservação da memória empresarial, conjunto de sensações, lembranças e experiências, tanto boas quanto ruins, que as pessoas guardam de sua relação direta com uma empresa. Aquela idéia de que o passado é algo descartável, que precisa ser jogado fora para não ocupar lugar, está acabando.
Afinal, num mundo em transformação fugaz, mudanças corporativas constantes e grande rotatividade de recursos humanos, a memória é capaz de ser o chão e o ar do conhecimento corporativo. Ou seja, o material que dá a base e, ao mesmo tempo, instiga a organização a seguir em frente. Especialmente porque armazenar informação é uma forma de manter a sabedoria. Além disso, a memória empresarial fortalece o sentimento de ''''pertencer''''. E isso traz efeitos positivos à produtividade.
Essa percepção bate frontalmente com o que se vê no episódio do embate entre a Volkswagen e os trabalhadores, que vem ocupando as páginas dos jornais. A história, no caso da Volks, está sendo esquecida. A VW foi uma empresa pioneira na comunicação empresarial.
Quando os primeiros ''''fuscas'''' começaram a sair das linhas de produção no final do governo JK, a fábrica abriu suas portas para os repórteres, em especial a mídia especializada. Assim, não apenas ensinou o País a dirigir como contribuiu para que o relacionamento com a mídia ganhasse nova velocidade. Com o passar do tempo, a companhia continuou investindo em comunicação empresarial.
Buscou o diálogo com a imprensa, mesmo nos períodos mais difíceis como os que marcaram as grandes greves de 1978 no ABC paulista - quando o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva emergiu no cenário político como liderança sindical maior - e, mais tarde, já no governo do general Figueiredo, época em que terçou armas contra os elevados impostos e, inclusive, ameaçou deixar o Brasil. Em todos os conflitos, prevaleceu a tendência para o diálogo, o culto ao entendimento.
O que está acontecendo agora? Qual a origem da ruptura da Volks com sua histórica postura de diálogo? As grandes corporações estão, todas elas, passando por sucessivos ajustes sempre em busca de cortar custos, fazer economias. A base do sistema produtivo, graças a revolução da informática, está mudando e a cada movimento precisa de menos mão de obra, o que significa mais desemprego. O que fazer?
As empresas criaram políticas globais e agem como um corpo só quando trata de aplicá-las. Tudo se tornou muito centralizado, muito uniforme, muito infenso a olhar mais de parte as peculiaridades locais. Em conseqüência, grandes erros têm sido cometidos.
Pense num repórter que solicita uma entrevista a um presidente de multinacional. A pauta vai parar na sede da companhia nos EUA, Europa onde quer que seja o QG e volta, dias depois. O tempo passa. A velocidade da redação brasileira é maior do que a capacidade da companhia de dar respostas ao que foi perguntado. Resultado, instala-se a desconfiança. Ganham forma as crises de relacionamento.
Com as políticas globais, as diferenças são de grau. Uma onda de desemprego tem impacto muito mais vasto do que uma pauta que não é respondida no tempo adequado. São assim que as grandes marcas, muitas vezes, criam problemas para si próprias, como se fossem protagonistas de uma moderna marcha da insensatez.
A VW é caso emblemático. A decisão das demissões não contemplou as negociações com os sindicatos, nem veio acompanhada de medidas para atenuar o impacto negativo dos cortes de postos de trabalho, ritos inerentes às modernas democracias que a empresa moderna muitas vezes conhece, mas sente dificuldades para levar à prática.
A pergunta que fica é: qual o passivo que as demissões anunciadas pela VW deixarão junto aos seus diversos públicos, entre eles o consumidor brasileiro? Ele irá reagir? Como as montadoras concorrentes poderão tirar partido da situação? O Brasil foi a grande fronteira de expansão do VW no pós II Grande Guerra. Aqui, a montadora alemã pôde dispor de amplo mercado e incentivos substanciais por parte do Estado. A empresa ensinou o País a dirigir, mas em contrapartida aqui ganhou fôlego para um longo ciclo de expansão mundial.
É hora de resgatar esta história. Hora de refletir sobre o caminho percorrido. Certamente, a saída é lançar pontes no rumo do entendimento. A VW tem uma história e reputação absolutamente construtiva no País. Não pode deixar que essa história seja obscurecida por um momento de irreflexão. Não se pode esquecê-la nem mutilá-la num momento de dificuldade, nem deixar que a tese do conflito envolva em sombras as lições de uma história toda modelada na busca da convergência.
Paulo Nassar é professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE). Autor de inúmeros livros, entre eles O que é Comunicação Empresarial, A Comunicação da Pequena Empresa, e Tudo é Comunicação.